Agora, que a onda mais violenta passou, é possivel distinguir na praia meu castelo de areia, que eu achava estar destruído. A água não o transformou numa pegada quase imperceptível. Lavou e fertilizou os jardins, encheu o fosso, lubrificou as dobradiças, abriu portas e janelas, consertou as pontes e renovou as algas, meu único alimento. Daqui do cesto da gávea, navegando o azul após a tempestade, sinto que a tormenta vai trazer o sol por inteiro. Esticando o pescoço já consigo sentir seus primeiros raios.




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