Querido quase-diário,
hoje acordei com vontade de mandar tudo à merda. De mandar todo mundo pra puta-que-pariu. Mas não adianta. Ninguém me obedece. Pensei em liderar a greve, o motim, a rebelião. Mas alguém me subornou. Me mostrou um sol maravilhoso e lá se foi toda a rebeldia. Desisti de tudo e fui curtir uma praia maneira. É isso que arrefece o meu fervor revolucionário. Sempre que estou à beira da revolta, algo acontece pra me corromper. Outro dia, quando já estava amarrando ao corpo meu cinturão de explosivos, eis que Ela me liga. E Ela é Ela. Desisti de explodir o mundo e caí nos braços dEla. Prometo que o próximo texto vai ser mais alto astral. Meus cinco leitores devem estar cansados de lamúrias neste espaço que, em princípio, é pra zombar da seriedade da vida. E a vida, que só é possível reinventada, como bem sabia Cecília, vai se reinventar daqui a pouco. Aí seremos todos felizes. Seremos?
Ronaldo Rodrigues, saindo da deprê. Ou não.




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