a coisa pública


06/03/2009


 

Querido quase-diário,

 

hoje acordei com vontade de mandar tudo à merda. De mandar todo mundo pra puta-que-pariu. Mas não adianta. Ninguém me obedece. Pensei em liderar a greve, o motim, a rebelião. Mas alguém me subornou. Me mostrou um sol maravilhoso e lá se foi toda a rebeldia. Desisti de tudo e fui curtir uma praia maneira. É isso que arrefece o meu fervor revolucionário. Sempre que estou à beira da revolta, algo acontece pra me corromper. Outro dia, quando já estava amarrando ao corpo meu cinturão de explosivos, eis que Ela me liga. E Ela é Ela. Desisti de explodir o mundo e caí nos braços dEla. Prometo que o próximo texto vai ser mais alto astral. Meus cinco leitores devem estar cansados de lamúrias neste espaço que, em princípio, é pra zombar da seriedade da vida. E a vida, que só é possível reinventada, como bem sabia Cecília, vai se reinventar daqui a pouco. Aí seremos todos felizes. Seremos?

Ronaldo Rodrigues, saindo da deprê. Ou não.

 

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 10h55
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02/03/2009


 

Sabe aqueles dias em que

tudo dá errado? Putz!

Quebrou a ponta do lápis!

Pego outro. Prosseguindo:

sabe aqueles dias em que

tudo dá errado? Caramba!

O papel rasgou! Pego outro.

Prosseguindo: sabe aqueles

dias... Ih! Agora foi a energia

que acabou! Acendo uma vela.

Prosseguindo: sabe aqueles

dias em que... Não! Melhor

parar de escrever. Acho que

estou atraindo essas coisas.

Sei lá! De repente tá dando

tudo tão errado que posso

começar a escrever e um

avião cair em cima da casa.

Epa! Que barulho é esse?

BUUUUUUUUMM!!!!

 

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 17h28
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Verda!

 

Querido quase-diário,

descobri que o mundo (é! Esse mesmo! O mundo!) me odeia. Logo eu, que sou incapaz de fazer mal a alguém (exceto crianças e animais, mas só às quintas-feiras).

Hoje, ao sair de minha casa fedorenta, vestindo calça e camisa amarrotadas (última moda entre os indianos do núcleo pobre da novela) um vira-lata me olhou com desprezo e não falou, mas deve ter pensado: lá vai um perdedor.

A coisa tá feia e vocês sabem como se tratam os feios. A sociedade ridícula ridiculariza os feios, os baixos, os carecas, os muito gordos, os muito magros.

Segunda-feira é sempre assim. E pra todo mundo, por isso não vou me estender sobre isso.

Não vejo a hora de saber como é o outro lado da vida. Mas não posso decidir sobre isso. Só esperar acontecer. Não tenho coragem/covardia suficientes para dar um fim a isso. Nem armas. E a dengue não conseguiu ainda ser letal em mim.

A internet me deprime ainda mais. É algo muito sofisticado usado por tantas mentes medíocres. Também não vou me estender sobre isso. Aliás, vou me estender, sim, mas na minha rede enquanto não sou despejado por falta de pagamento do aluguel, já que não recebo há dois meses e... Ah, não! Melhor parar por aqui! Voltarei em breve, mais animadinho. Acho...

 

Ronaldo Rodrigues numa segunda-feira daquelas!

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 11h27
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