Com quantos paus se faz uma canoa em Noa Noa? Será que o sol da meia-noite é mais forte que a lua do meio-dia? E a sereia? Seria de cera ou será que anoitecera? Não sei responder às questões mais simples, dizer aquilo que ninguém sabe, saborear a comida a quilo que ninguém come. A TV continuará, afinal, transmitindo a final do campeonato em que me mato torcendo pelo time que precisa fazer trinta e cinco gols para levar a decisão pros pênaltis? Muitas perguntas e nada de dicas tipo vide o verso ou confira na página 44. Eis que ouço a explosão. São pincéis atômicos explodindo em vários pontos do planeta. E não causam destruição. Pelo contrário. Há Um incêndio também. São corações incendiados de emoção fazendo a cidade arder de paixão. Ouço o rugir da tempestade, mas calma! Trata-se de flores de várias cores caindo do céu e inundando a cidade. Peço pausa para pichar o muro da folha de papel pra dizer que perdi o fio da meada, morri no frio da geada, perdi a última moda, fui moeda de troca e não me restou nada. Voltemos então a este texto fora de contexto que soa apenas e a duras penas como pretexto pra minha vontade de escrever. E lembro dos contos de fadas que minha avó contava. Minha avó gostava de interferir nas histórias, começando pelos títulos: A Raposa e as Saúvas, A Bela e a Fera Adormecida, João e Mariah Carey, O Grito Falante, Erram os Deuses e os Astronautas, Abominável Mundo Novo e por aí vai. E o meu universo continuará rolando em prosa, em verso, em setembro, novembro, dezembro. Ah! Nemlembro. Até que, de repente, FIM!