a coisa pública


12/09/2008


BOBAGENS SOBRE A CRIAÇÃO DO MUNDO

 

Todo mundo sabe (exagero! Nem todo mundo sabe!) que o mundo não se originou de um big bang, mas, sim, de uma ressaca violenta de deus que, naquele momento, teve que criar o antiácido efervescente para aplacar sua sagrada enxaqueca. O mundo, então, veio como brinde, pegando uma carona e já mostrando sua tendência a ser um produto de terceira categoria. Depois, com a cabeça já fresca e a flora intestinal recomposta, bateu um puta arrependimento em deus por ter criado aquela coisa tão insignificante, mas já que o mundo tava lá mesmo, que ficasse! Mas por que estamos falando disso? Há, sim! É que estão fazendo essa experiência aí pra saber como foi que se deu o big bang. Será que eles não têm mais o que fazer? Que façam como nós, que escrevemos estas bobagens enquanto o big bang inverso (o que vai destruir o mundo) não chega e estraga o feriado. Até mais (ou menos).

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 17h13
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10/09/2008


DE ELEIÇÕES

 

Prezados leitores (atualmente também eleitores), temos acompanhado a propaganda política, que dizem ser de graça, mas não é, não. Nesta época nada é de graça. Temos a proposta de montar um programa televisivo de humor, onde haveria um quadro (e isso não é novidade) em que se mostrariam candidatos a qualquer coisa com suas propostas mirabolantes e suas atuações cênicas (cínicas?). Mas não há como pensar em algo mais engraçado e mais irreal do que a vida real.  É trágico e cômico. É engraçado porque desgraçado. A propaganda de vereador, então, é de rolar de rir. Mais ainda porque os candidatos se levam a sério. A propaganda dos candidatos a prefeito é mais equilibrada, mas nem tanto, já que a tônica dos programas mostra que não vai ser eleito um prefeito, mas um super prefeito, pronto a socorrer o cidadão a qualquer hora em que este grite por socorro. Ele vai resolver tudo. Vai tanto solucionar a questão do saneamento básico quanto pregar um botão. Vai resolver o calvário que é o transporte e fazer uma massagem no eleitor no finalzinho da tarde, para o pobrezinho (o eleitor, claro) relaxar de mais um dia de trabalho pesado. Há as coisas lúcidas também, propostas realmente viáveis e até gente bem-intencionada. Escolha aí, eleitor, caso você sobreviva a essa avalanche. Té mais.

 

Que texto é este? Ah, sei lá! Só desabafo!

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 10h58
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08/09/2008


mais um texto de Ronaldo Rodrigues

 

O ancião encontrou, enfim, a porta.

Abriu-a e viu.

Viu a menina nua deitada na esteira, olhando o teto.

Apesar da visão perturbadora, o ancião manteve-se calmo.

A menina ali, linda e nua, olhando estrelas pelos buracos das telhas.

O ancião fechou a porta e a menina desviou o olhar  para ele.

O ancião tirou a roupa e partiu lentamente em direção à menina.

Ela vestiu a roupa do ancião, que ficou parado, deitado na esteira, olhando estrelas através dos buracos das telhas.

A menina saiu, trancou a porta e foi embora.

No bar, encontrou os amigos e relatou mais essa captura.

 

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 16h04
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um textinho de Ronaldo Rodrigues

 

Foi um sonho.

E nele  ela amou e se feriu.

Feriu seu sábado, que sangrou até o pôr-do-sol.

No sonho estava só em meio à multidão.

Que nem do lado de cá.

Acordou com orvalho antigo sempre novo que lavava o rosto da floresta.

Percorreu os quilômetros que a separavam do vinhedo.

Gritou no desfiladeiro cor-de-rosa de seus desejos ocultos.

E se atirou no rio de pedras preciosas recolhidas do acaso.

Mergulhou para dentro de outro sonho, onde amou.

Amou e se feriu.

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 16h00
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