a coisa pública


17/10/2007


Vai um poema de Ronaldo Rodrigues

 

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Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 16h11
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16/10/2007


 

• Mona lisa sorri de dentro da lata de sardinha.

 

• Apunhalado pelas costas, ele cai em cima de sua mesa de trabalho. Seu sangue se mistura às tintas e o arco-íris se forma na vidraça da janela. O homem que o apunhalou volta para dentro do espelho. Seus olhos pedem silêncio em honra ao morto.

 

 

• Uma fileira de dominó cria um labirinto dentro da cidade.

 

 

• Uma página em branco. Uma mosca adentra o campo do papel. Ao levantar vôo, deixa um milhão de ovos para povoar a página.

 

 

• Papai Noel aparece de novo. Ele me olha com cara piedosa, mas de quem não tem presente nenhum pra me dar.

 

 

• Minha impressão digital na taça de cianureto denunciará meu suicídio?

 

 

• O avental está sujo de tinta (ou será sangue?). Mas a velhinha do avental é tão dócil, como poderia ser ela a assassina do gladiador? Agora vejo que suas mãos estão sujas de sangue (ou será tinta?). Será ela a pichar os muros do palácio, logo após o assassinato? Deixo isso para o detetive da história e mudo de canal.

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 10h18
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