a coisa pública


27/09/2007


um poema de ronaldo rodrigues

 

 

me sinto alegre/triste

como quando chega um poema

 

pulsam em minhas veias

velas do barco que singra/sangra

meu oceano de plumas

 

como chegar o poema

se minha aurora cor de sangue

agora desbota minha pele?

 

como se o copo de vidro

que guarnece meu coração

agora trincado

se despede do trilho

que um dia o levou ao abismo?

 

me sinto alegre/triste

como se viesse o poema

do lado de lá da seta

que aponta o buraco no muro,

promessa/dúvida de fuga

 

eis que chega o poema

entre a buzina feroz dos carros

que farejam o desastre

 

os estilhaços dos óculos

tateiam o labirinto da cegueira

 

a escuridão será o guia

dos olhos da multidão?

 

eis que o poema se faz

em gotas de suor, de lágrimas,

em sombras no asfalto

da cidade sitiada

por alamedas enigmáticas

 

o poema se foi e ficou

me deixando na ilha

em que o deserto fez seu ninho

 

continuo triste/alegre

e o poema mancha a manhã

na voz dos galos

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 15h20
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24/09/2007


 

 

Depois que o filme Tropa de Elite levou a público o mimo que é o treinamento do Bope, surge uma facção da PM para se contrapor a essa violência toda. É a facção Bope Marley, que prega a humanização do trato policial. Adeptos do rastafarianismo, os policiais do Bope Marley não querem nem saber de dar porrada em ninguém. Com eles é tudo na paz. Que vocês acham, queridos leitores?

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 10h25
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