a coisa pública


23/07/2008


ATENÇÃO PARA AS PENÚLTIMAS NOTÍCIAS!

 

NOTÍCIAS DESSE MUNDO ANIMAL QUE É TÃO LEGAL E TAL

 

Mico-leão dourado acasala com boto cor-de-rosa e dá à luz várias ararinhas azuis.

 

Está marcado um dos maiores encontros do reino animal: tubarão-martelo e macaco-prego.

 

Onça pintada com tinta óleo dá um mergulho e polui o rio.

 

Pintor de paisagens é atacado por tigre de bengala e quase vira natureza morta.

 

Sapo faz o maior escândalo em restaurante. É que não tinha mosca na sua sopa.

 

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 15h53
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16/07/2008


Conto de Ronaldo Rodrigues com uma leve intervenção de Thiago Quintas

 

FOI DON REI

 

Foi Don Rei que me enfiou neste ringue. Me convenceu de que eu poderia ser boxeador. E agora estou aqui com estas luvas pesadíssimas diante de um cara de mais de dois metros, bufando, me olhando como olha a mosca que vai matar com uma palmada. Ele vai me estraçalhar com um sopro, vai me trucidar.

Olho pra Don Rei na primeira fila, com suas três esposas e o harém de amantes por trás. Don Rei ficou milionário com lutas de boxe. Ele que nunca subiu num ringue, nunca teve seus dentes arrancados, suas costelas quebradas. Seu único talento consistia em conferir e aplicar o dinheiro das lutas. Quando eu perguntava se algum dia eu sairia vencedor de alguma luta ele dizia que minha hora estava chegando. E eu ali, levando porrada dos caras mais brabos, há mais de cinco anos. Todo mundo sabia que o boxe tinha aquelas coisas, tipos como Don Rei arrumando as lutas, decidindo quem venceria, quem perderia e em que round, controlando apostas...

Don Rei sorriu lá de sua confortável cadeira estofada. Quando levei o primeiro soco meu nariz partiu para o lado esquerdo, indicando a direção de alguma saída, meu queixo quase abandonou a cara, meu olho inchou na hora, mas a tempo de ver os olhos de Don Rei brilhando, suas pupilas saltando em forma de cifrões fazendo aquele ruído de caixa registradora.

Perdi mais aquela luta e Don Rei embolsou a fortuna da bilheteria. Fez o costumeiro pagamento irrisório a todos os envolvidos na trama. Ele dominava a cena do boxe e era respeitado. Temido, melhor dizendo. Ninguém ousava questionar os valores que ele pagava, mas naquele dia eu reclamei:

- Não me leve a mal, senhor Don, mas acho pouco o dinheiro que ganho pra ficar neste estado deplorável.

Don Rei olhou lá de cima de sua arrogância e falou soprando a fumaça de seu charuto:

- Pouco? Como assim? Você nunca ganhou o que ganha aqui naquele seu trabalho de estivador. Eu pago muito mais pra você ficar sete minutos num ringue do que você ganhava o dia inteiro tendo que carregar caixas e mais caixas. Além do mais, esta é a última luta que você perde. A partir de agora serão só vitórias! E tudo aquilo que as vitórias trazem: grana, carros, mulheres, drogas mais sofisticadas que a cachaça de boteco que você divide com seu amigo Fred. Agora vá que eu tenho que pensar na sua carreira, campeão!

Exultei com a notícia. Finalmente minha hora estava chegando. Saí do luxuoso escritório de Don Rei e me dirigi à boca pra comprar crack. Eu usava aquilo ultimamente. Me enfiei no meu barraco, torrando as pedras e sonhando com minha brilhante carreira que começaria a deslanchar da próxima luta em diante. Imaginava os troféus numa grande sala numa das minhas casas. Imaginava meus pôsteres gigantescos em que eu aparecia olhando o adversário estendido na lona do ringue. Imaginava meu nome sendo aclamado pelos especialistas. Imaginava minha história incluída na história do boxe. Imaginava...

A polícia chegou arrombando a porta, acabou com minha imaginação e me deu o maior flagrante. Foi logo me batendo e me algemando. A quantidade de crack encontrada comigo era muito grande e fui preso por tráfico.

Na penitenciária encontrei muitos dos meus antigos adversários, todos pugilistas candidatos a campeão que Don Rei foi descartando pelo caminho. Ele nos manda uns cigarros de vez em quando junto com alguns jornais especializados em boxe pra que fiquemos informados dos novos campeões e derrotados fabricados em série.

 

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 15h15
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09/07/2008


Outro conto de Ronaldo Rodrigues

 

NA BALEIA

 

Acordei naquele dia ainda bêbado. Demorei a perceber que estava dentro da baleia. Estômago de baleia, vocês sabem, é muito pequeno, parece um apartamento japonês. Então eu estava meio esprimido no meio do monte de plâncton que tinha sido a última refeição da baleia. Pensei por alguns momentos sobre como sair dali. Mas depois, como a preguiça pós-bebedeira era quase maior que a baleia, me deixei ficar naquele remanso. Aí pensei nas figuras que já estiveram dentro de uma baleia. Pinóquio e Gepetto estiveram dentro da baleia Monstro. Jonas esteve por três dias dentro de um peixe imenso que a Bíblia não diz que é baleia, mas eu digo. Se bem que baleia não é peixe, é mamífero. Sou teimoso nessas coisas: se baleia vive no mar então é peixe. Aí vocês podem dizer: esponja vive no mar e não é peixe. Eu respondo que esponja vive é no supermercado antes de parar na pia de alguma dona-de-casa. Mas isso é bobagem de minha parte. Devo estar perturbado pelo fato de me encontrar dentro de uma baleia. Tento lembrar como vim parar aqui, bêbado. Aos poucos vou montando o cenário. Agora já consigo colocar alguns personagens nesse cenário. São meus amigos, que bebiam comigo na noite anterior. Onde será que eles estão agora? No estômago de outra baleia? Devem estar se divertindo, os safados! Agora me lembro. Estávamos num navio celebrando a primeira viagem desse navio. Lembro perfeitamente agora de alguém discursando sobre a impossibilidade daquele navio naufragar. O que acabou de entrar pela boca da baleia? Uma folha de jornal. Vejamos o que diz esse jornal. Ah! Agora tudo faz sentido. É isso mesmo! Vejam, senhores, a manchete do jornal: “Hic! Hic! Hic! Titanic vai a pique”. Bingo! Lembrei de tudo. Estávamos na viagem inaugural do Titanic. Sentimos o impacto de uma colisão, pessoas correndo deseperadas e nós só bebendo. Vejo que sobrevivi, talvez graças ao meu estado de embriaguez, que atraiu esta baleia alcoólatra, que me engoliu como uma dose de uísque e me livrou de morrer afogado. Dos males o melhor. Vou ficar por aqui mesmo dentro desta baleia. Quem sabe daqui a pouco ela engole a Kate Winslet. Saúde!  Ui minha cabeça!!

 

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 11h36
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07/07/2008


Conto de Ronaldo Rodrigues

 

QUE COISA!

 

Eu tinha acabado de pedir meu café com leite (sem leite) e pão com manteiga (sem manteiga) quando chegou A Coisa. Trazia um poodle no colo. E foi o poodle que falou:

– Olá, Coisa Nenhuma. Eu sou A Coisa. Quer dizer, ele é A Coisa.

– Eu sei.

Eu sempre tinha esses encontros insólitos. Como aquela vez em que me deparei com um policial de minissaia correndo pela avenida na hora do rush, em profunda frustração por não ter evitado o assassinato de John, não o Lennon, mas o Kennedy. Ele me disse que ainda tinha a última frase de Kennedy martelando em sua cabeça: “Pra mim, ovos mexidos com bacon!”.

Mas voltando ao poodle que falava comigo me explicando que só fazia isso porque seu dono, A Coisa, não poderia se rebaixar a tonto. Então ele mesmo tinha que fazer esse trabalho sujo.

– Muito bem! Meu amo lhe detesta. Coisa Nenhuma pra ele é nenhuma coisa. E assim ele o trata. Ele lhe procurou pra saber de Grande Coisa, seu irmão-quase-gêmeo que você odeia. Diga, Coisa Nenhuma! Onde está Grande Coisa?

Fiquei atônito, como sempre ocorre quando sou destratado por um poodle. Aquele filho de uma poodle estava me provocando.

– Sei o que está pensando! – Falou o poodle despudorado – Mas estou apenas transmitindo o que meu amo pensa de você. Se bem que não deixo de concordar com ele sobre o ser desprezível que você é, Coisa Nenhuma. Só seu irmão-quase-gêmeo, Grande Coisa, vale o sacrifício que estou fazendo. Esta última frase é minha.

– O que vocês querem com Grande Coisa?

– Meu amo acha que você maltrata Grande Coisa deixando-o trancado naquela gaveta de meias fedorentas naquele porão imundo.

Aquela era uma acusação absurda! Há muito que deixei de trancar Grande Coisa na gaveta das meias pelo simples motivo de não usar mais meias.

– Você está enganado! Veja! – Mostrei meus cotos – Não uso mais meias porque não tenho mais pés, desde a última vez que encontrei com você, A Coisa! Me desfiz da gaveta junto com as meias. Naquele momento eu tinha que tomar uma atitude drástica, sem meias fedidas, digo: sem meias medidas.

O poodle virou bulldog:

– Eu odeio esses seus trocadilhos fora de hora! Diga de uma vez, Coisa Nenhuma! Onde está Grande Coisa?

Notei que A Coisa abria sua jaqueta e tirava uma arma. Foi quando Coisinha do Pai entrou na padaria e desferiu tiros a esmo. Me abaixei a tempo de evitar que o sangue do poodle, o único a ser atingido, sujasse minha camisa. A Coisa fugiu, como sempre acontecia quando estava perdendo. Coisinha do Pai me cumprimentou e foi embora. Na certa ia preparar com A Coisa e Grande Coisa uma nova brincadeira. Só tinham que encontrar outro poodle falante.

 

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 09h24
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OUTROS CONTOS DE RONALDO RODRIGUES

Me danei a escrever contos (ou coisa parecida). Vou colocar alguns aqui. A começar por este:

O DIA DA TRAVESSIA

 

O canal se estendia à minha frente. Toda manhã, ao abrir a janela, lá estava ele, num permanente desafio.

Do outro lado do canal ficava a fonte da juventude, bem ao lado do castelo da mulher com mais de 300 anos que, segundo diziam, todo dia bebia da fonte e assim mantinha seus traços de 16 anos. Muitos homens tentavam atravessar o canal para vê-la. A maioria retornava depois de poucas braçadas. A correnteza era muito violenta. Muitos morreram na travessia. Todos os homens da cidade tentavam. Estava chegando a minha vez.

Sempre que se entrava na adolescência era o momento de se tentar a travessia. Antes disso a vida se resumia em treinar. Meu cachorro Madrugada me acompanhava nos treinamentos e quando me senti preparado para realizar o feito, Madrugada se mostrou muito interessado em ir comigo:

- Você não precisa ir. Deixe que eu trago um pouco da água da fonte da juventude pra você. E à mulher do castelo eu digo que você mandou saudações.

Madrugada não entrou em acordo e no dia da travessia lá estava ele ao meu lado, recebendo os cumprimentos e as recomendações de toda a população.

Mergulhamos no canal e percorremos uma grande distância até Madrugada se afastar. Ele tomou a dianteira e o perdi de vista. Eu já estava exausto quando cheguei ao outro lado. Andei pela praia, em direção à fonte da juventude e a encontrei seca. Fui ao castelo e percebi que ele era de areia e se desmanchava com o sopro da minha respiração.

Saí procurando Madrugada e a menina de 300 anos. Só os vi quando olhei para o outro lado do canal, de onde eu havia saído. Lá estavam os dois passeando pela tarde, acenando para mim. Ao retribuir o aceno foi que reparei em minhas mãos se tornando flácidas, a pele e a carne se desmanchando igual ao castelo de areia, igual ao sonho de encontrar a juventude, igual a este conto e a tantas coisas que chegam ao fim.

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 09h17
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02/07/2008


 

O FLU VAI

JOGAR COM O EMTU,

O PSTU, O PITU

OU ALGO PARECIDO.

AH, É O LDU.

E VAI GANHAR PORQUE

VITÓRIA BOA

É NO SUFOCO.

O BLOG SUGERE

QUE A COMEMORAÇÃO

SEJA LÁ NO

MARCO ZERO,

PORQUE O TIME

É DO EQUADOR

E VAI FICAR

NO ZERO.

NEEEEEENSEEE!!

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 16h51
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ACORDO POLÍTICO

NÃO

ESQUECE

DE

VOTAR

EM

MIM

QUE

EU

ENRIQUEÇO

POR

TI

E

TE

ESQUEÇO.

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 13h14
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26/06/2008


TRATOS À BOLA (futebol por Ronaldo Rodrigues)

 

Da internet

VITÓRIA NA EUROCOPA É COMEMORADA COM XENOFOBIA NA ALEMANHA

 
 
As cidades alemãs de Dresden, Chemnitz e Hannover foram palco de várias demonstrações de xenofobia na noite desta quarta-feira, após a vitória da Alemanha sobre a Turquia pelas semifinais da Eurocopa.

A polícia informou que dois turcos ficaram feridos no ataque de um grupo de jovens radicais contra três restaurantes turcos de fast-food na cidade de Dresden.

Um grupo que tinha entre 20 a 30 pessoas destruiu uma parte da mobília de dois restaurantes turcos no centro de Dresden, enquanto outro estabelecimento ficou praticamente destruído.

Em seguida, o grupo atacou dois turcos que estavam trabalhando nos restaurantes e que ficaram levemente feridos. Os agressores também queimaram bandeiras enquanto vários curiosos assistiam aos ataques sem intervir.

A polícia espera identificar os vândalos ainda hoje.

Na cidade de Chemnitz, um grupo de torcedores atacou a polícia durante as comemorações da vitória da Alemanha sobre a Turquia por 3 a 2.

A polícia local informou que o ambiente no centro de Chemnitz após a partida estava muito tenso e quando os agentes tentaram intervir para evitar distúrbios os torcedores mais violentos se voltaram contra os policiais e atacaram. Seis autoridades foram feridas.

Em Hannover, a polícia deteve um grupo de cerca de 20 neonazistas que gritavam reiteradamente palavras de ordem racistas em uma festa popular que reuniu torcedores alemães e turcos para assistir à partida em um telão.

Todos eles foram acusados de incitação ao ódio racial e serão levados a julgamento.

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 10h27
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TRATOS À BOLA (futebol por Ronaldo Rodrigues)

 

Pelé não entrou em campo no documentário que celebra 1958, a primeira conquista brasileira em copas do mundo. No documentário, que traz depoimentos de vários personagens do feito, Pelé ficou de fora. Queria cachê e não rolou. Parece que o amor à camisa, que embalava os rapazes daquela época, foi esquecido pelo Rei. Os que participaram do filme não pediram cachê e olha que nenhum deles ficou milionário com o futebol como o Atleta do Século.

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 10h06
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23/06/2008


TRATOS À BOLA (futebol por Ronaldo Rodrigues)

 

SUGESTÃO DA COLUNA

 

Acho que pra Seleção Brasileira deslanchar tem que substituir o Galvão Bueno. Sai pra lá, pé-frio!

 

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 17h07
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TRATOS À BOLA (futebol por Ronaldo Rodrigues)

 

IMPEDIMENTO

E o dilema do bandeirinha, coitado, ao marcar impedimento? O cara tem que olhar o momento exato em que a bola é tocada ao mesmo tempo em que observa o movimento do jogador que está sendo lançado. Isso em frações de segundo. É uma loucura. O engraçado é ouvir alguns comentaristas de arbitragem, em confortáveis poltronas, diante dos monitores de TV, com o recurso de mil ângulos, replay em câmera lenta e tira-teima, condenar o infeliz por uma marcação errada. Como diria o grande filósofo Aristóteles: é foda, meu!

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 17h05
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TRATOS À BOLA (futebol por Ronaldo Rodrigues)

 SÓ ACABA QUANDO TERMINA

O futebol é o mais surpreendente dos esportes. Não gosto de afirmações desse tipo, mas me permito argumentar cá com meus botões. Vejamos os pontos que me fazem pensar nisso: no futebol, o time fraco pode vencer o forte, o artilheiro pode perder o gol decisivo, o goleiro que teve uma grande atuação pode levar um frango. Em 1982, a Itália estava numa crise terrível. Passou da primeira fase se arrastando, a equipe não falava com a imprensa, havia jogadores brigados entre si e o centro-avante Paolo Rossi estava totalmente apagado. O Brasil vinha encantando o mundo com uma seleção brilhante, com Zico, Sócrates, Júnior e Falcão (e Leandro e Éder e...). Aí  eles se encontraram e venceu  a imprevisibildade do futebol. Paolo Rossi meteu três gols e eliminou o Brasil, que ainda contava, na pior das hipóteses, com o empate. No decorrer da competição, a Itália arrastou a taça e Rossi foi o artilheiro da Copa. Não é surpreendente?

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 11h47
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TRATOS À BOLA (futebol por Ronaldo Rodrigues)

 

 FUTEBOL É ASSIM (OU ASSADO?)

O jogo Ucrânia e Turquia me trouxe a exata dimensão (exata? Em futebol? Sei...) do fascínio do futebol. Um jogo monótono, que se arrastava pelo tempo normal e pela prorrogação, pegou fogo nos dois minutos finais. Os dois times, empatando em falta de criatividade, chegam aos seus respectivos gols nos últimos suspiros daquele jogo chatíssimo. Prestes a morrer de tédio, eis que o futebol renasce e mostra seu poder de surpreender. Os times vão para os pênaltis e a Turquia vence. Mas isso é outra história e o papo está dado.

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 11h23
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TRATOS À BOLA (futebol por Ronaldo Rodrigues)

 

PONTAPÉ INICIAL

 

Tenho uma paixão por futebol, mas nunca fui correspondido. Amo o futebol, mas ele me odeia. Nunca fiz algo jogando bola que a bola ficasse satisfeita. Verdade seja dita: eu a maltratei demais na minha malfada carreira. Por isso ela se vinga cada vez que a toco, me tornando um perna-de-pau, um cabeça-de-bagre, um pereba. E isso justamente aqui, em pleno país do futebol. Como não desisti desse esporte, embora ele nunca tenha acreditado em mim, resolvi ensaiar esta jogada: escrever sobre futebol. São textos que se pretendem leves e curtos, com umas pitadas de humor. Bem, então é isso, são onze contra onze, graças a Deus, futebol é uma caixinha de surpresa, eu venho de uma contusão, mas o professor confia em mim por isso me escalou, graças a Deus, vamos jogar respeitando o adversário, se Deus quiser, e no fim vamos levar a taça, graças a Deus. (Epa! Já ouvi alguém na arquibancada reclamando: - Pára de falar e joga!). Calma! É isso que vou fazer agora. Que Nelson Rodrigues me perdoe. Abrem-se as cortinas, começa o espetáculo!

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 10h32
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APOSTO QUE HOJE EU POSTO

Esses jogos da Copa de Europa me inspiraram a escrever sobre futebol. Criei uma coluna para este blog chamada TRATOS À BOLA e nela vou me expor ao ridículo de comentar alguns aspectos do rude esporte bretão (ai!). Então lá vai!

Escrito por Ronaldo Rony/Ronaldo Rodrigues às 10h27
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BRASIL, AMAPA, MACAPA, CENTRAL, Homem, de 36 a 45 anos, Música, Livros, Cartum

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